Subscrição de CoffeeLetters

A tradicional bica, que hoje custa, em média 60 cêntimos, pode ficar cinco a dez cêntimos mais cara em 2012.
Maria José Barbosa, presidente da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), ressalva que esta “é uma opinião pessoal”, pois serão sempre os cafés e os restaurantes a fixarem os seus preços, mas considera que a bica terá de subir, cinco cêntimos, no mínimo, ou dez cêntimos no máximo. “Pode haver casas que sacrifiquem as suas margens comerciais e suportem este aumento, mas julgo que serão situações muito excepcionais”, adiantou à Lusa.


A infestação do fungo conhecido como roya em cafezais da Colômbia tem levantado uma série de rumores sobre uma eventual subida dos preços internacionais da commodity nos próximos meses, segundo uma reportagem do Wall Street Journal. O fungo, mais conhecido como “ferrugem do cafeeiro”, espalhou-se devido ás chuvas torrenciais em áreas de produção do país, o que obrigou os produtores a substituir as suas plantas por variedades resistentes. O roya desenvolve-se nas folhas do cafeeiro e retira os nutrientes às cerejas.


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu em 0,9% a sua estimativa para a produção global de café no ano-safra 2011/12, para 133,8 milhões de sacas de 60 quilos, após fortes chuvadas em grandes áreas produtoras de arábica como a Colômbia.


De certeza que, se gosta de café e tem o hábito de viajar para fora de Portugal, já se apercebeu de que, lá fora, é muito difícil encontrar algo que se assemelhe à nossa bica.
Desde água deslavada em canecas XXL, a expressos mal tirados e a saber a queimado, encontra-se de tudo um pouco por esse mundo fora. E parece que, finalmente, este facto foi reconhecido pelos nossos vizinhos espanhóis.


Beber café pode ajudar a reduzir o risco de cancro do útero, conclui uma investigação da Universidade norte-americana de Harvard, que recomenda cautela com o açúcar e as natas que se adicionam à bebida.
Os investigadores analisaram os dados de um estudo mais amplo que envolveu, durante 26 anos, 67.470 mulheres, entre as quais se registaram 672 casos de cancro do endométrio (membrana mucosa que reveste o útero).


O dólar mais forte e as preocupações com a crise da dívida nos países da zona euro, motivaram a queda dos preços do café arábica, que atingiu a mínima em mais de um ano.
Em Nova Iorque, os contratos com entrega para Março encerraram o dia cotados a US$ 1,912 por libra-peso, desvalorização de 27 pontos. Apesar da queda, analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que, com procura firme e oferta apertada até ao início da colheita no Brasil, em Maio, os fundamentos para o mercado permanecem fortes.
Fonte: Revista Cafeicultura


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